O APERFEIÇOAMENTO DOS SANTOS

DA IEBAM

Introdução

I - RELACIONAMENTO COM DEUS

II - RELACIONAMENTO COM O CORPO DE CRISTO (IGREJA)

III - RELACIONAMENTOS INTER e INTRAPESSOAIS

IV - RELACIONAMENTO COM O PASTOR DA IGREJA

V - RELACIONAMENTO COM O HOMEM SEM CRISTO

VI - PERDÃO NO INÍCIO DO SÉCULO 21 PARA TODOS E EM TODOS OS LUGARES

VII - RELACIONAMENTO ÉTICO

Conclusão

 

 

 

 

 

Introdução

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INTRODUÇÃO

"E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres,

tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo."

Efésios 4:11-12

 

            No preparo para o serviço cristão, precisamos procurar com todo o empenho atingir um grau tal de dedicação ao Senhor da Seara, que nossa igreja seja vista e sentida por todos os moradores da Mooca, como agência do Reino de Deus aqui na Terra e que cada um de nós, membros da igreja, como bênção para os vizinhos e moradores do nosso bairro.
        A IEBAM na sua marcha para o estabelecimento do Reino de Deus aqui na Terra, está procurando estabelecer uma filosofia ideal para seus ministros, participantes, membros e agregados.
        Você que faz parte deste rebanho de Deus, nesta agência do Reino que é a IEBAM, deve se preocupar com sua vida de testemunho. Aqui colocamos uma reflexão que deve ser ponto de partida para uma vida vitoriosa no início deste ano e dos próximos.
        A Igreja é o Corpo de Cristo.

 

I

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I - RELACIONAMENTO COM DEUS

Visão de Deus

Romanos 9:20-21;  Mateus 28:18-20

 

1. Conhecimento pessoal de Deus na sua tripla, triuna e indivisível trindade, manifestando-se pessoalmente como: 

- Deus Pai, Criador e Sustentador do universo - Gênesis 1:26;  11:7-8;  18:1-33. 

- Deus Filho, Jesus Cristo, Redentor da humanidade - II Coríntios 5:18-19;  João 1:1-5, 14. 

- Deus Espírito, Consolador e Ajudador - Isaías 48:16-17;  Isaías 63:10;  II Coríntios 13:13;  Mateus 28:19;  I Coríntios 2:10-16.


2. Conhecimento de Jesus Cristo como Senhor e Salvador, através de uma experiência pessoal de conversão e de consagração - I Coríntios 12:3. JESUS CRISTO 

        a) SUA HUMANIDADE PERFEITA. 

        b) SUA DIVINDADE PLENA - Jesus é Deus. 

        c) SUA ENCARNAÇÃO.


3. Conhecimento da Bíblia como Palavra de Deus, Escritura Sagrada, infalível, inerrante, inspirada e Revelação de Deus para o homem de hoje - Hebreus 4:12;  Salmo 119:9-12.- Conhecimento que deve ser cada vez mais amplo através da leitura, estudo e meditação da Palavra Santa - II Timóteo 3:14-17. - Conhecimento que leve a ter a Bíblia como regra de fé e prática na vida diária - II Timóteo 4:1-5.


4. Relacionamento pessoal com Deus através da oração, da comunhão e do serviço do culto.  Manifestando o Louvor, a Adoração, a Contrição, o Arrependimento, a Intercessão, a Súplica e exercitando a Obediência e o Perdão - Colossenses 4:2;  Salmo 92:1-5.


5. Relacionamento de dependência total de Deus - Isaías 64:8. 

        - Dependência para viver (saúde).

        - Dependência para fazer (plantar).

        - Dependência de resultados (crescimento).

        - Dependência das bênçãos (colheita).


6. Busca contínua da pessoa de Deus.  Desejo evidente de estar na presença do Pai Celeste - Salmo 42:1-2.

 

7. Aceitação e convicção dos atributos de Deus.  Atributos de Deus - Propriedades intrínsecas e distintivas pelas quais o identificamos como Deus.

        a) UNIDADE 

            - Deus é um. Indivisível - Deuteronômio 6:4;  João 4:24;  I Timóteo 2:5.

        b) INFINITUDE, ETERNIDADE e IMUTABILIDADE 

            - Deus é infinito, não tem fim. Nunca acabará.  Não morre.  Não muda - I Reis 8:27;  Atos 17:24;  Salmo 145:3, 147:5;  João 8:58.

            - Deus não é limitado pelo tempo nem pelo espaço.  Deus não é atingido pelo passar do tempo - Salmo 90:2; 102:24-28; 

               Malaquias 3:6;  II Pedro 3:8;  Hebreus 13:8;  Tiago 1:17.

        c) ONIPRESENÇA

            - Deus está em todo lugar - Salmo 139:7-12. 


        d) ONIPOTÊNCIA

            - Deus tudo pode. Ele tem todo o PODER - Apocalipse 19:6;  Gênesis 17:1;  Lucas 1:37. 

        e) ONISCIÊNCIA

            - Deus conhece perfeitamente todas as coisas, passadas, presentes e futuras Isaías 46:9-10;  Ezequiel 11:5;  Salmo 139:1-16;  Hebreus 4:13.

 

 

 

II

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II - RELACIONAMENTO COM O CORPO DE CRISTO (IGREJA)

Visão da Obra

João 15:1-5

 

1. Fidelidade ao Senhor Jesus Cristo - Romanos 12:1-2.

Fidelidade é também uma exigência divina para os seus súditos.  Ou somos fiéis ou infiéis.  Ninguém pode ser "mais ou menos" alguma coisa.   Ou somos ou não somos.  Com respeito à FIDELIDADE o profeta Malaquias deixa claro à vontade de Deus.  Ser fiel é sempre estar voltando para o Todo Poderoso buscando sua vontade e fazendo-a.  Na fidelidade encontramos todos os elementos da vida de santidade, ninguém tampouco pode ser santo se não for fiel, pois não se pode dissociar a vida de santidade da vida de fidelidade.  Ser fiel é estar em plena comunhão com o Senhor e poder cumprir Sua vontade.  Nisto está incluso o dízimo, a participação às atividades da igreja e o cumprimento dos deveres e obrigações pertinentes a cada pessoa, bem como a fidelidade nos negócios, na vida conjugal, no respeito ético e no cumprimento dos engajamentos.  Fidelidade é tão abrangente que implica no manter a palavra, guardar um segredo e ser confiáveis a toda hora e em todo lugar, honrando os compromissos assumidos custe o que custar. 

* Tempo - dedicação aos cultos e trabalhos especiais - II Crônicas 29:11. 

* Dinheiro - Fidelidade - 100% de dizimistas. 

* Preocupação - constante preocupação com a igreja - Colossenses 3:2.


2. Compromisso com o Salvador Jesus Cristo - Romanos 13:11-12. 

* Espiritual - com os absolutos da fé. 

* Moral - com as exigências éticas - II Pedro 3:13-14. 

* Material - com as necessidades da comunidade.


3. Consciência de Servo de Jesus Cristo - Lucas 12:35-38; Lucas 14:33. 

* Consciência de que os outros são conservos. 

* Amando e praticando os ensinos do Senhor. 

* Realizando a obra aproveitando as ocasiões. 

* Dando do seu melhor ao Senhor através da igreja. 

* Mobilizando todos e tudo para a obra de Missões. 

* Consciência que serve ao Senhor servindo à igreja.


4. Instrumentalidade na obra - Colossenses 3:23. 

* Visão que é um instrumento, como numa orquestra. 

* Visão do conjunto de ministérios. 

* Desejo de dedicar seus dons e talentos na obra. 

* Dedicação de suas habilidades à igreja. 

* Visão das oportunidades para o ministério cristão.


5. Humildade e desprendimento - Lucas 14:11. 
* Entendimento de que trabalha em equipe. 
* Consciência de que nem tudo sabe e nem tudo pode. 
* Reconhecimento de seus limites. 
* Compreensão da interdependência dos ministérios. 
* Necessidade de sempre aprender para melhor fazer. 
* Vontade de treinar outros para capacitá-los. 
* Cooperador com o ministério dos outros.
 * Submissão à coordenação pastoral. 
* Respeito e consideração para com cada membro da igreja. 
* Apoio e consideração para com cada participante da equipe.


6. Santidade Devemos, querido irmão, buscar a santidade de vida que o Senhor Deus exige de seus filhos: "Sejam santos, pois eu, o Eterno, o Deus de vocês, sou Santo" (Levítico 19:2).

É indispensável que toda a igreja, desde os menores até aos mais velhos, se comprometa a viver uma vida que agrade ao Eterno Deus, arquiteto criador e sustentador do universo.  Deus é Santo, Misericordioso, Compassivo e Longânimo.  Deus exige portanto que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade (João 4:23), o que significa dizer que os servos de Deus devem, verdadeiramente viver os ensinos bíblicos.  Não há como não seguir a Palavra de Deus na vida da igreja.  Santidade na prática e na teoria, como indivíduo, tanto no seio da igreja, da família e da sociedade.  Não há possibilidade de vida dúbia, de se servir a dois senhores ou demonstrar ser crente somente aos domingos.  Busquemos a SANTIDADE de vida em Cristo Jesus e através do ESPÍRITO SANTO seremos capazes de vivê-la.  Corpos Santificados - Romanos 12:1-2.
* Cuidados: espiritual, físico, moral e psicológico para a saúde do corpo.
* Não andando conforme os costumes e modas ditadas pelo mundo: roupas indecentes, palavras obscenas, costumes inconvenientes e programas (festas, danceterias, programas de TV) indecorosos, literatura pornográfica e filmes eróticos.
* A transformação necessária é o crescimento harmônico, responsável e digno, entendendo a vontade de Deus.
* Procura constante da vontade de Deus nas atividades em casa ou na rua.


PERGUNTE A DEUS SE ELE APROVA O QUE VOCÊ QUER FAZER, OU

ESTÁ FAZENDO, OU O QUE ALGUÉM LHE PROPÕE FAZER.

 

 

 

III

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III - RELACIONAMENTOS INTER e INTRAPESSOAIS

Visão do Outro

João 15:12;  Filipenses 4:8-9;  Colossenses 3:8-17;  Lucas 17:1-4

 

- Necessidade de lembrar-se constantemente que cada pessoa tem suas próprias limitações como ser emocional, intelectual, somático, social, cultural e espiritual.

- Cultivo de relações sadias, respeitosas e equilibradas entre todos.

- Capacidade espiritual para lidar com as crises nos relacionamentos interpessoais.

- Sensibilidade aos problemas dos colaboradores diretos e indiretos nos ministérios.

- Desejo de ajudar, não de dominar, dirigir, manipular ou comandar os outros.

- Saber distinguir o que é pessoal do funcional.

- Viver os relacionamentos interpessoais e intrapessoais na dependência da vontade de Deus, submetendo-se a Ele só - Romanos 9:16.

 

 

 

IV

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IV - RELACIONAMENTO COM O PASTOR DA IGREJA

Visão do Pastor - A Missão do Pastor

Lucas 12:4-12;  Ezequiel 2:1-10, 3:1-3

 

- O Pastor tem diversas tarefas e uma só missão.
- A missão é pastorear - João 21:16 - "Pastoreia minhas ovelhas" - Ordem de Jesus a Pedro às margens do lago.
- As tarefas são múltiplas no exercício do pastorado.
- Há várias palavras gregas no Novo Testamento que mostram as tarefas dos servos de Jesus Cristo.  Elas são gerais ou específicas para todos os servos.

 

* Gerais:
- MATHETES - Aprendiz - Aluno - Seguidor - Discípulo. Pastor também é discípulo de Cristo. - Lucas 6:13. 
- DIDÁSCALOS - Apto para ensinar - Mestre - Ensinador - Pastor é um ensinador. - Efésios 4:11. 
- ERGATES - Operário - Jornaleiro - Obreiro - Trabalhador - Pastor é um operário de Deus. Os doze discípulos. - Mateus 10:10. Os setenta enviados. - Lucas 10:7.
- KERUX - Mensageiro Pregador - Proclamador - Arauto - Palavra vinda do verbo KERUSSO, de KERYGMA (Proclamação da mensagem de redenção) - Pastor é arauto do Rei. - I Timóteo 2:7; II Timóteo 1:11. 
- EVANGELISTES - Evangelista - Pregador de Boas Novas. Pastor é anunciador das boas-novas de salvação. No Velho Testamento tínhamos a promessa, no Novo Testamento temos o cumprimento da promessa.
- PRESBEU - Embaixador. - Efésios 6:19-20.

 

* Específicas ao Pastor:
- Atos 20:17, 28: - PRESBÍTEROS - Ancião - Aquele que preside a assembléia - Aconselha - Orienta nas decisões. - Atos 11:29-30; Josué 24:1; Ezequiel 7:26.
- EPISKOPOS - Curador - Superintendente - Administrador - Bispo - Pastor. - Atos 20:17, 28. 
- POIMEN - Aquele que apascenta - Guia - Protege. - Efésios 4:11-12. 
- ANGELOS - Como o anjo da igreja. - Lucas 2:10.

 

 

 

V

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V - RELACIONAMENTO COM O HOMEM SEM CRISTO

Visão da Missão de Evangelização

Mateus 25:31-34;  Colossenses 4:6;  Lucas 19:40

- Paixão pelas almas perdidas. Devemos ter desejo de falar da Salvação.
- Preparo para PREGAR.  Todos os servos de Cristo devem se aperfeiçoar no conhecimento da Palavra.
- Urgência na evangelização - difusão das Boas Novas.
- Entendimento de que sem Cristo o homem está irremediavelmente perdido, destinado ao inferno, sem paz nem salvação.

Compreensão: Lucas 19:40.
- Urge levar as Boas Novas (o Evangelho) aos não salvos, para que se salvem.
- O homem sem Cristo necessita de Salvação que só Jesus Cristo dá.
- Quem é o homem sem Cristo:
   - pode ser qualquer um ao seu redor que não confesse Jesus Cristo como Salvador e Senhor.
   - pode ser o seu vizinho, seu pai, sua mãe, sua mulher, seu marido, seu filho, sua irmã, seu parente, seu amigo, seu colega de estudo ou de trabalho.
   - pode ser qualquer pessoa.
- Você é escolhido para falar de Cristo.  Se você se calar, as pedras clamarão, mas será que os que estão sem Cristo compreenderão?  Quando as pedras clamam nem sempre há entendimento da mensagem do amor de Deus.  O crente deve viver esse amor para que haja compreensão.

Esta é a sua Missão:
- Levar as Boas Novas a todos ao seu redor, por todos os meios.
- Sustentar em oração e financeiramente os que pregam a Palavra.
- Viver e falar do Evangelho de Jesus Cristo.

 

 

 

VI

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VI - PERDÃO NO INÍCIO DO SÉCULO 21 PARA TODOS E EM TODOS OS LUGARES

O perdão deve ser pregado em todos os lugares (famílias, lares, sociedade), para todas as gentes, em todo tempo

Lucas 24:46-47

 

1. A PROMESSA E A BUSCA DO PERDÃO

Deus promete o perdão ao pecador arrependido, que volta aos seus braços.
    1.1. Perdão prometido por Deus - Isaías 1:18; Jeremias 31:34.
    1.2. Para que haja perdão devia haver derramamento de sangue - Hebreus 9:22.
    1.3. O sangue dos animais não pode tirar o pecado do mundo - Hebreus 10:4.
    1.4. Ninguém pode se purificar a si mesmo - Jeremias 2:22.
    1.5. Somente o sangue sem pecado é que pode tirar o pecado - Hebreus 9:14; I Pedro 1:18-19; I João 1:7.

 

2. A OUTORGA DO PERDÃO (O PERDÃO É DADO) - Salmo 32

    2.1. O perdão pertence a Deus sendo outorgado exclusivamente por Ele - Daniel 9:9;
Ezequiel 43:21-27; Marcos 2:5-12.
    2.2. O perdão é dado por Jesus Cristo - Marcos 2:5; Lucas 7:48.
    2.3. O perdão é dado por intermédio de Jesus - João 1:29; Efésios 4:32.
    2.4. O perdão é dado por meio do sangue de Jesus Cristo - Mateus 26:28.
    2.5. O perdão é dado no nome de Jesus Cristo - I João 2:12.
    2.6. O perdão é dado apesar dos pecadores - Neemias 9:17.
    2.7. O perdão é dado pela graça superabundante de Cristo - Romanos 5:20-21.
    2.8. O perdão é dado a todo que confessa seus pecados - I João 1:9.
    2.9. O perdão é dado a quem se arrepende de seus pecados - Atos 2:38.
    2.10. O perdão é dado a quem deixa o pecado - Provérbios 28:13.
    2.11. PECADO CONFESSADO = PECADO PERDOADO
    PECADO PERDOADO = PECADO APAGADO
    PECADO APAGADO = PECADOR PURIFICADO - I João 1:8-10.

 

3. O PERDÃO DEMONSTRA O GRANDE AMOR DE DEUS POR NÓS ATRAVÉS DE SEUS ATRIBUTOS:

    3.1. COMPAIXÃO - Miquéias 7:18-20.
    3.2. GRAÇA - Romanos 5:15-21.
    3.3. MISERICÓRDIA - Êxodo 34:6-7; Salmo 51:1-12.
    3.4. PACIÊNCIA - Romanos 3:25.
    3.5. FIDELIDADE - I João 1:9.
    3.6. JUSTIÇA - Romanos 3:26.

 

4. O PERDÃO NOS DÁ A POSSIBILIDADE DE:

    4.1. Voltar para Deus - Isaías 44:2.
    4.2. Voltar a ter alegria - Isaías 44:3.
    4.3. Voltar a ter temor e esperar pelo Senhor Deus - Salmo 130.
    4.4. Voltar a louvar e bendizer o nome do Senhor - Salmo 103:1-10.

 

5. O PERDÃO COMO EXERCÍCIO PARA HOJE

De todas as lições de vida do Cristianismo a mais difícil de se aprender é a do PERDÃO. Você já a aprendeu de cor?
PERDOAR E PEDIR PERDÃO são situações e sentimentos que raramente as pessoas compreendem e quando os compreendem raramente os praticam.
O ensino de Jesus, assim como todo o seu ministério, baseou-se no perdão. Perdoar é um ato que envolve sentimentos profundos e realidades circunstanciais, isto é, não se perdoa verdadeiramente apenas por declaração de perdão.
Para que o perdão exista é indispensável a compreensão de que houve um erro, uma falta, um dano ou aborrecimento que já foi superado.
O perdão é a absorção do prejuízo, é a aceitação da reparação mesmo sem que haja, por parte do devedor o pagamento da dívida.
Deus nos perdoa completamente, mesmo sem nosso ressarcimento, pois não seríamos capazes de pagar nossa dívida.
Deus providenciou Jesus Cristo como RESGATE. Ele é o preço do perdão, o pagamento por nossos pecados.
Jesus nos ensina que devemos perdoar sempre ("Tende cuidado de vós mesmos; se teu irmão pecar, repreende-o; e se ele se arrepender, perdoa-lhe. Mesmo se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; tu lhe perdoarás." - Lucas 17:3,4). Ele veio ao mundo para nos salvar dos pecados ("No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." - João 1:29).

Precisamos aprender a lição. PERDOAR, PEDIR PERDÃO e viver em PAZ. Ao pedirmos perdão a Deus ele nos perdoa.
Quando alguém pede perdão a você, você o perdoa? Faça como Deus. Ele lança nossos pecados nas profundezas do mar ("Quem é Deus semelhante a ti, que perdoas a iniqüidade, e que te esqueces da transgressão do resto da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque ele se deleita na benignidade. Tornará a apiedar-se de nós; pisará aos pés as nossas iniqüidades. Tu lançarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar." - Miquéias 7:18-19). Quando você ofende alguém, ou sabe que está triste com você, você sabe humildemente pedir perdão?
Ao longo deste ano você perdoou a todos que porventura vieram a ofender você? Durante os meses do ano você pediu perdão a todos que por acaso ofendeu?
Verifique se há alguém que está de relações cortadas com você. Veja se existe um vizinho, amigo, parente, membro da igreja, com o qual você não tem tido um bom relacionamento. Procure sinceramente, em oração diante de Deus.
Caso você encontre essa pessoa ofereça-lhe o mais belo, mais caro e mais extraordinário presente que você pode dar: seu pedido de perdão com seu profundo e completo perdão ("Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo." - I João 2:1-2).

 

6. O PECADO ETERNO NÃO TEM PERDÃO - Marcos 3:29

O único pecado nunca perdoado é a blasfêmia contra o Espírito Santo. Esse pecado não alcança perdão porque o pecado contra o Espírito Santo é a recusa contínua, permanente e completa do sacrifício vicário de Cristo na Cruz. É a não aceitação da ação do Espírito Santo no coração, convencendo o pecador do pecado, da justiça e do juízo.
O pecado contra o Espírito Santo é não arrepender-se, não mudar de vida, e não pedir perdão, aceitando a Jesus como único Salvador.

VERSOS BÍBLICOS SOBRE O PERDÃO:

Miquéias 7:18-20; Isaías 43:25; Isaías 44:22; João 1:29;
Êxodo 23:21; Deuteronômio 29:20; II Crônicas 7:14; Salmo 86:5; Isaías 55:7; Jeremias 5:1; Jeremias 5:7; Jeremias 33:8; Salmo 99:8; I Reis 8:33, 35, 36; Mateus 1:21; Mateus 6:12;
Mateus 18:15-22; Mateus 6:14-15; Mateus 18:35; João 20:23; II Coríntios 2:7,10; Lucas 11:4;
Colossenses 2:13; Lucas 17:3-4; Hebreus 10:16-18; I João 1:8, 2:2.

 

CONCLUSÃO

I João 1:8-9 - "Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos,
e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo
para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça
."

A CONFISSÃO É: 

    A EXPRESSÃO DE FÉ.
    A MANIFESTAÇÃO DA OBEDIÊNCIA.
    A CONSCIENTIZAÇÃO DO ERRO.
    A DEMONSTRAÇÃO DE HUMILDADE.
    A FORMALIZAÇÃO DA CULPA.
    O DESEJO DE COMUNHÃO COM DEUS.
    A NECESSIDADE DO PERDÃO.

O PERDÃO É: 

    A GRAÇA DE DEUS DERRAMADA.
    A DEMONSTRAÇÃO DO AMOR DE DEUS.
    A RESTAURAÇÃO DA COMUNHÃO.
    A REPARAÇÃO DA FALTA/ERRO/PECADO.
    O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO.
    A RENOVAÇÃO DA ALEGRIA PERFEITA.

PERDOAR É:

    É ABSORVER O PREJUÍZO.
    É RELEVAR A FALTA.
    É ESQUECER A OFENSA.
    É APAGAR A DÍVIDA.
    É NÃO MAIS SENTIR DOR NA FERIDA ABERTA.
    É NUNCA MAIS COBRAR A CONTA.
    É VIVER NOVAMENTE O PRIMEIRO AMOR.
    É RECONSTRUIR O QUE DESMORONOU.
    É REATAR OS LAÇOS DE AMIZADE.
    É AMAR.

 

Descobrimos, portanto, que se

ERRAR É HUMANO, PERDOAR É DIVINO.

 

 

 

VII

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VII - RELACIONAMENTO ÉTICO

Êxodo 20:1-17;  Êxodo 23:1-3;  I Pedro 4:15-16;  Tiago 1:27;  Tiago 3:1-18;  Mateus 7:12 ; I João 4:12;  Gálatas 6:7-8;

Provérbios 15:17;  Provérbios 16:18;  Provérbios 18:8;  Provérbios 21:13; Tito 1:16

 

Definição: Ética é um processo reflexivo para análise, avaliação e decisão entre o que é certo e o que é errado. Envolve o pensar e o julgar e leva o sujeito ao compromisso com o que é certo.

Ética Cristã é a abordagem evangélica das questões relacionadas com o certo e o errado, levando em conta os ensinos de Jesus Cristo assim como os encontramos na Bíblia Sagrada.


Outras definições de ÉTICA:
A ciência do governo da vida, do dever, do bem, do destino humano, da felicidade.
- Como governar a vida sem conhecer o bem que deve ser praticado e o mal que deve ser evitado?
- Conhecer o dever é também saber no que consiste a felicidade perfeita e definitiva.
- O fim de um SER sendo o bem deste SER, compreende-se o fim último, o destino do homem, constitui o bem maior ao qual estão subordinados todos os outros e cuja posse deve tornar o homem completamente FELIZ.
- A ÉTICA, portanto, é a arte de ser feliz, ou melhor: A ARTE DE SE TORNAR DIGNO DA FELICIDADE.
Todas as definições são verdadeiras e legítimas, mas poderíamos precisar um pouco mais: A ética é a ciência das leis ideais que devem reger as ações humanas, e a arte de aplicá-las corretamente às diversas situações da vida.
Assim sendo, procuraremos mostrar como os homens DEVEM agir e não apenas como estão agindo.

 

Vocabulário:

ciência - conhecimento de princípios.
arte - regras práticas para bem governar a vida.

 

 

INTRODUÇÃO SOBRE A ÉTICA

 

No boletim de uma igreja protestante da Alemanha o Reverendo Martin Niemoller escreveu:
"Na Alemanha, eles primeiro vieram buscar os comunistas, nada falei porque não era comunista.
Então eles vieram buscar os judeus, nada falei porque não era judeu.
Então vieram buscar os operários, membros de sindicato, nada falei porque não era operário sindicalizado.
Então eles vieram buscar os católicos romanos, nada falei pois eu era protestante.
Então eles vieram me buscar - quando isto aconteceu, não havia ficado ninguém para falar."
A Revolução Francesa nos trouxe à baila a divisa: "LIBERTE, ÉGALITE, FRATERNITE."
LIBERDADE - dentro do pleno domínio de todas as faculdades e liberação de todas as atividades legítimas.
IGUALDADE - dentro da participação de todos aos mesmos direitos e na obediência aos mesmos deveres.
FRATERNIDADE - no amor e na confiança recíproca para a ajuda mútua.
No entanto, deve-se observar que não foi o espírito moderno, nem a ciência de ponta quem conquistou estes direitos do cidadão, mas sim o CRISTIANISMO.
Foi Cristo quem trouxe ao mundo estes três grandes conceitos e somente Ele é capaz de lhes dar o verdadeiro sentido, podendo torná-los realidade para a verdadeira felicidade da humanidade.
Através de diversas influências, físicas, intelectuais e sociais, o homem se eleva do grupo à sociedade, da família à Pátria, da tirania política à liberdade individual.
A família é de origem natural. Os povos primitivos, incultos (se é que haja povo sem cultura), subdesenvolvidos, assim como os mais civilizados, sempre conheceram o núcleo familiar, mesmo que haja poligamia. O núcleo familiar sempre foi preservado e o desejo de vida em sociedade sempre procurado.

 

 

1. A ÉTICA NA VIDA PESSOAL

 

A pessoa humana é o bem maior na vida moral, existindo então os deveres para consigo mesmo. Deveres esses que precisam ser respeitados, pois mesmo do ponto de vista social a personalidade individual é de suma importância para a sociedade.
"O bom cidadão da cidade moderna deve, antes de tudo, ser ele mesmo uma pessoa; pois tudo o que contribui para a firmeza da razão, o enriquecimento do espírito, o fortalecimento da vontade, contribui também para o progresso da cidade." (BOUGLÉ citado por Cuvillier)


Dois elementos se destacam na vida pautada pela Ética:

 

1.1. VIRTUDE
A virtude é inicialmente força, compreendendo a reflexão, a deliberação, a liberdade, o domínio próprio e o senso de direção própria.
Segundo Descartes, o sábio é aquele que procura vencer seus próprios instintos, procurando ainda fazer o seu melhor em todas as coisas.
A virtude é submissa à ordem de valores respeitando a ordem hierárquica das coisas. Ela é também generosidade e perseverança.

 

1.2. CORAGEM
A coragem pode se apresentar sob vários aspectos: quanto à matéria, quanto à forma e quanto à fonte.

 

    a) Quanto à matéria distinguimos:
            1. A coragem física que se demonstra no gosto pelo esforço físico, ou em saber suportar o sofrimento, seja ainda não temer o perigo

            nem mesmo a morte.
            2. A coragem intelectual que é a coragem de procurar a verdade, de confessá-la ou de dizê-la.

            NOTA - Procurar a verdade não é procurar a certeza. A necessidade de certeza é o instinto de conservação da consciência que deseja

            preservar o seu ser e que não deseja refletir, pensar. É necessário coragem para renunciar à tranqüilidade que nos traz a certeza e iniciar

            o processo de busca da verdade.
            3. A coragem moral é a coragem de reconhecer seus próprios erros, assim como o poder da vontade que não cede diante das

            solicitações da preguiça ou do desânimo.

 

    b) Quanto à forma a coragem pode ser:
            1. Passiva - pelo menos aparentemente - é a coragem da paciência, da resistência, da firmeza.
            2. Ativa - a que se exterioriza.


    c) Quanto à fonte:
            1. Coragem de temperamento.
            2. Coragem de caráter.

 

    Nossa ética cristã está em jogo a cada dia.
    O mundo ao nosso redor cria novas leis de conduta pautadas nos ideais de lucro, produtividade, influência, satisfação e poder.
    Nosso cuidado deve ser grande.
    Nossa missão: Viver o cristianismo.
    Nosso compromisso: Sermos servos do Senhor.
    Nossa regra: A Bíblia Sagrada.

 

2. A ÉTICA NA VIDA ECONÔMICA

 

2.1. ÉTICA E TRABALHO
Valor moralizador do trabalho - As riquezas devem ser fruto do trabalho.
Gênesis 2:15 - "Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden, para o lavrar e guardar."
II Tessalonicenses 3:10 - "Porque, quando ainda estávamos convosco, isto vos mandamos: se alguém não quer trabalhar, também não coma."
O trabalho exige do trabalhador a atenção, o esforço para adaptar de maneira precisa seus atos à realidade; exige, ainda, submissão a uma disciplina cotidiana. Assim sendo, o trabalho é moralizador, exercendo influência positiva no homem. Ao contrário, a preguiça, a vida inativa, inoperante, e a ociosidade, tanto do rico como do pobre, são acompanhadas de desvios morais importantes.

 

2.2. PROBLEMAS POSTOS PELA VIDA ECONÔMICA MODERNA
A ganância é uma idolatria.
Colossenses 3:5 - "Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais: a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria."
Mateus 6:24 - "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas."
Nos períodos de desemprego pelo qual passam os países do Terceiro Mundo e pela valorização maior do capital do Primeiro Mundo, visando lucros, o trabalho que dignifica o homem tem sido deixado de lado, para valorizar o consumismo.
A vida econômica moderna levou o homem a ser DESPERDIÇADOR, pois a Sociedade de Consumo exige um comportamento de troca de hábitos e costumes, assim como de objetos e utensílios.
Todos querem ter tudo imediatamente, sofrendo o STRESS e usando de artifícios e meios que ferem a ética e a moral.

 

2.3. LIBERDADE ECONÔMICA
Provérbios 30:8b-9 - "Não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me só o pão que me é necessário; para que eu de farto não te negue, e diga: Quem é o Senhor? ou, empobrecendo, não venha a furtar, e profane o nome de Deus."
Trabalhando para adquirir sua liberdade econômica, o homem procura melhores salários e melhores condições de trabalho. A liberdade econômica, no entanto, não pode deixar de lado a dependência de Deus e a interdependência social.
Para alcançar sua liberdade, o homem é tentado a fazer compromissos com o que não é certo nem verdadeiro, ficando assim atrelado a corruptos e corruptores.

 

2.4. A PROPRIEDADE
Ageu 2:8 - "Minha é a prata, e meu é o ouro, diz o Senhor dos exércitos."
O código civil garante o direito de propriedade. Antigamente o cidadão não tinha o direito de propriedade, só os senhores feudais possuíam a terra. Hoje podemos ter nossas próprias terras e propriedades, móveis e imóveis e semoventes.
Mas, eticamente, o cristão descobre que tudo o que tem pertence ao Senhor, devendo assim, usufruir como administrador fiel e não como proprietário absoluto.

 

2.5. A CRISE FINANCEIRA MUNDIAL
O mundo inteiro está preocupado com a economia das nações emergentes. O dano causado no mercado financeiro pela queda das bolsas asiáticas é muito maior que as moratórias de outras épocas.
A recessão atingiu o Japão. Os grandes do mundo estão tremendo de medo que o Brasil quebre, pois levará consigo toda a América Latina e se isso acontecer, dizem, atingirá os Estados Unidos.
A crise tem atingido famílias, lares e também as igrejas. A obra missionária tem sido paralisada. A obra social está engessada e a evangelização não está acontecendo.
Os crentes por vezes estão se endividando e tendo seus recursos diminuídos devido à alta taxa de juros, às multas e encargos.
O dinheiro de plástico magnetizado, o cartão de crédito, tem se tornado um vilão. Deveria ser um facilitador, mas se tornou um complicador.
Os membros das igrejas deixam de dar o dízimo e as ofertas, e passam a pagar juros enormes.
Quantas vezes nos esquecemos de ser fiéis e vemos nossos orçamentos estourados. O mundo é infiel e está em crise. Nosso Deus é o dono do ouro e da prata.
Vamos nos lembrar do texto do profeta Malaquias? (Malaquias 3:10)

 

 

3. A ÉTICA E O PROBLEMA DA VERDADE


João 8:32 - "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."

 

3.1. REALIDADE E VERDADE
Distinção entre REAL e VERDADEIRO:
Um objeto, o púlpito, a mesa, etc. diante de mim é REAL, mas não poderia dizer que a mesa é verdadeira ou falsa. Ser real é existir realmente.
A afirmação de que uma mesa está aqui, pode ser falsa ou verdadeira.
A VERDADE está no julgamento, pois só esta comporta uma asserção (proposição afirmativa).
A REALIDADE é pura existência.
Os dois conceitos não se confundem, mas estão sempre em estreita relação.

 

3.2. A VERDADE MORAL
Uma regra moral pode ser verdadeira quando corresponde às aspirações do ser humano. A verdade moral tem por objetivo o que deve ser, e não o que é.

 

3.3. AS TEORIAS DA VERDADE
Os filósofos tentavam resolver a questão da dificuldade em estabelecer a verdade por meio de várias teorias:
    a) DOGMATISMO - É a teoria segundo a qual nosso espírito é capaz de alcançar a verdade absoluta, de conhecer o ser em si mesmo.
    b) CETICISMO - Ao contrário, declara que nosso espírito não pode atingir nenhuma espécie de verdade. O ceticismo se recusa a

        qualquer asserção, tanto positiva como negativa, suspendendo seu julgamento de maneira definitiva.
    c) PROBABILISMO - É uma solução intermediária. Declara que nosso espírito não pode chegar à verdade propriamente dita, mas

        apenas atingir um grau mais ou menos elevado de credibilidade.
    d) RELATIVISMO - O espírito humano pode atingir, dentro da ciência, uma verdade relativa, mas é incapaz de conhecer a realidade

        absoluta (KANT, Critique de la Raison Pure).
    e) PRAGMATISMO - É uma variação do relativismo, que diz ser a eficiência prática o único critério para alcançar a verdade.


3.4. A VERDADE E AS TRÊS PENEIRAS
"Conta-se que, um dia, um amigo foi procurar Sócrates, o célebre filósofo grego, desejando contar-lhe uma "coisa" sobre a vida de um amigo comum.
- Quero te contar algo sobre o nosso amigo Andréas que vai te deixar boquiaberto.
- Espera - interrompeu o filósofo. - Passaste isso que vais me contar pelas três peneiras?
- Três peneiras? indagou o interlocutor. - Que três peneiras?
- Primeira peneira: a "coisa" que vais me contar é verdadeira?
- Eu assim creio, pois me foi contada por alguém de confiança - respondeu o amigo.
- Bem, alguém te disse ... Vejamos a segunda peneira: a "coisa" que tu pretendes me contar é boa?
O outro hesitou, titubeou e respondeu:
- Não exatamente ...
Sócrates continuou sua inquirição:
- Isso começa a me esclarecer, verifiquemos a terceira peneira, que é a prova final: o que tu tinhas a intenção de me contar é de utilidade tanto para mim como para nosso amigo Andréas, e para ti mesmo?
- Não, não e não.
- Então, meu caro - disse Sócrates - a "coisa" que tu pretendias me contar não é certamente verdadeira, nem boa, nem útil. Assim sendo, não tenho a intenção de conhecê-la e aconselho-te que não procure veiculá-la."
A cada dia somos alvos de pessoas com grande desejo de contar-nos "coisas" a respeito dos outros.
Devemos procurar fazer o "teste das três peneiras":
    1. É verdade?
    2. É bom?
    3. É útil?
Caso negativo, devemos simplesmente evitar que sejamos parte integrante nas bisbilhotices e mexericos de pessoas ávidas de novidades sobre a vida alheia.
A Bíblia nos ensina a refrear nossa língua, a não falar mal dos outros.
Leiamos mais vezes a Epístola de Tiago.

 

4. A ÉTICA E O PROBLEMA DA LIBERDADE

 

4.1. O SENTIMENTO DE LIBERDADE
A liberdade é um fato de experiência interior. Quem tem todas as suas faculdades mentais não precisa que ninguém lhe prove seu Livre-Arbítrio.
O homem é livre para pensar, falar, ir e vir. Sua liberdade lhe é inerente.
Os filósofos deram muito valor à liberdade, pois ela é a condição própria da ética e da moral. Qual sentido poderiam ter as implicações éticas se o homem não fosse livre para consentir ou recusar o bem ou o mal? O homem não é um fantoche, uma marionete sem vontade própria.

 

4.2. OS FALSOS PROBLEMAS
Infelizmente, o problema da liberdade foi sempre tratado com certa nebulosidade devido a equívocos e idéias pré-concebidas.
O misticismo traz o fatalismo como um dos maiores empecilhos para a compreensão da liberdade. Fatalismo - "fatum" para os latinos; "mektub" para os árabes; "destino", "sorte" ou "azar" na crença popular. Essa crença leva a atitudes preguiçosas, além de demonstrar uma força, que não Deus, que tudo comanda.

 

4.3. O LIVRE-ARBÍTRIO
BOSSUET: "O livre-arbítrio é o poder que temos de fazer ou de não fazer alguma coisa."

 

4.4. LIBERDADE COM RESPONSABILIDADE - O USO DA PALAVRA
"Rien n'est nouveau sous le soleil. Même quand il n'y a pas de soleil." IONESCO
"Nada é novo debaixo do sol. Mesmo quando não tem sol."
O palavrão, palavra obscena ou grosseira, não é coisa nova na boca de nossos filhos, nem dos filhos dos outros.
Ao darmos esta palavrinha sobre palavrão, queremos apenas deixar a sugestão de uma palavra por parte dos pais aos filhos que usam e abusam do xingamento.
É difícil mostrar que o PALAVRÃO não deve ser usado quando autoridades, meios de comunicação e publicidade o usam sem limites.
"Xingar é chique", pensam alguns. Lutar contra o PALAVRÃO é como jogar palavras ao vento. Mas será que nós cristãos não temos bastante palavras para convencer nossos filhos a pesarem na consciência e a descobrirem na conveniência as palavras certas?
Que tal uma palavrinha sua aos seus filhos e amigos sobre os PALAVRÕES dos outros?
Medite sobre:
Efésios 4:29 - "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem."
Colossenses 4:6 - "A vossa palavra seja sempre com graça, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um."
Provérbios 10:32 - "Os lábios do justo sabem o que agrada; porém a boca dos ímpios fala perversidades."

 

5. A ÉTICA E SUAS IMPLICAÇÕES NA NOSSA VIDA - SOMOS CIDADÃOS DE DUAS PÁTRIAS

 

O homem tem suas implicações sociais, suas responsabilidades para com a sociedade. O homem crente, então, tem muitas vezes mais responsabilidades para com seus semelhantes, pois o crente tem a liberdade que lhe é concedida por Cristo Jesus, o que o faz ver a humanidade por outro prisma, de nobreza inigualável.
No trabalho, o fiel deve ser aquele que está preocupado na execução de sua tarefa, não por ser uma obrigação, mas sim, por sua contribuição à sociedade, à coletividade e às gerações futuras.
O cidadão cristão é aquele que executa com prazer, com dedicação e denodo aquilo que lhe é designado; não olha apenas o seu bem-estar, mas sim a influência de sua ação sobre os demais. Torna-se um mordomo dos bens comuns.
A vida cristã nos conclama à fidelidade. Fidelidade do empregador para com o empregado e vice-versa. Pode ser bom mordomo, tanto o cientista que pesquisa a cura do câncer como o servente que auxilia na limpeza do laboratório. O sucesso do primeiro não prescinde a atividade do segundo. Ambos precisam ser mordomos fiéis.
Na parábola do bom samaritano (Lucas 10:25-37) encontramos Cristo nos dando uma lição de fidelidade no campo da ação social, mostrando o homem como o objetivo da ação cristã. Cristo quer que cuidemos de nosso próximo.
Não devemos deixar de nos preocupar com o que acontece no sudeste asiático, no nordeste brasileiro, nas favelas cariocas ou nos asilos e orfanatos ao nosso redor. Devemos agir. Mas como agir? Como participar? Podemos agir e participar de várias maneiras: contribuindo, orando, incentivando, atendendo às necessidades dos que estão ao nosso alcance. Sobretudo, podemos participar cumprindo nosso dever, nossa missão, nossa responsabilidade como cidadãos de duas pátrias: a terrestre e a celeste.

 

6. BIBLIOGRAFIA

- LAHR, P.Ch. COURS DE PHILOSOPHIE. Paris: Gabriel Beauchesne, 1916, Tome Seconde.
- LAHR, P.Ch. COURS DE PHILOSOPHIE. Paris: Gabriel Beauchesne, 1916, Tome Premier.
- JANET, Paul. TRAITÉ ÉLÉMENTAIRE DE PHILOSOPHIE. Compiegne: Imprimerie Henry Lefebvre, 1883.
- LEFÉVRE, André. LA PHILOSOPHIE. C. Reinwald, Libraire - Editeur, 1889.
- TOURNIER, Dr. Paul. LE PERSONNAGE ET LA PERSONNE. Delachaux & Niestlé Editeurs, Neuchâtel - Paris, 1980.
- TOURNIER, Dr. Paul. VRAIE OU FAUSSE CULPABILITÉ. Delachaux & Niestlé Editeurs, Neuchâtel, Paris, 1985.
- TOURNIER, Dr. Paul. L'HOMME ET SON LIEU. Delachaux & Niestlé Editeurs, Neuchâtel - Paris, 1985.
- CUVILLIER, Armand. PRÉCIS DE PHILOSOPHIE. Librairie Armand Colin, 1952.
- LESSA, Hélcio da Silva. AÇÃO SOCIAL CRISTÃ. Movimento "Diretriz Evangélica" - Guanabara.
- STOTT, John R.W. MENTALIDADE CRISTÃ. Editora Betânia, Belo Horizonte, 1994.
- SILVA, Paulo Wailler da. ÉTICA CRISTÃ. Juerp, Rio de Janeiro, 1989.
- RUDNICK, Milton L. ÉTICA CRISTÃ PARA HOJE. Juerp, Rio de Janeiro, 1988.
- LANGSTON, A.B. ESBOÇO DE TEOLOGIA SISTEMÁTICA. Juerp, Rio de Janeiro, 1980.

 

 

 

 

 

 

 

Conclusão

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CONCLUSÃO
O APERFEIÇOAMENTO DOS SANTOS DA IEBAM

 

    Ao concluirmos este estudo em conjunto, no qual vimos a forma do APERFEIÇOAMENTO DOS SANTOS segundo as Escrituras, damos início a um programa de ação que deve se moldar nos ensinos práticos de Jesus.
    O Evangelho insiste na necessidade de engajamentos pessoais e na decisão de aceitar o convite que Jesus nos faz de sermos seus seguidores, isto é, seus verdadeiros discípulos, que vivem dia-a-dia praticando seus mandamentos.
    Em virtude desse convite, nós nos tornamos igreja de Jesus, Corpo de Cristo, e como tal devemos agir. Assim sendo, nós nos engajamos, ou melhor, pessoalmente eu me engajo a:

 

01) VIVER sob o senhorio absoluto de Cristo.
02) TRABALHAR pela evangelização da Mooca, de São Paulo, do Brasil e do mundo.
03) SERVIR os necessitados e os oprimidos.
04) AMAR todos ao meu redor, evitando a crítica.
05) ORAR pela igreja, pelo Pastor e pelos membros da IEBAM.
06) ESTUDAR a Palavra de Deus com afinco.
07) DAR com liberalidade para a obra missionária.
08) IR a todo lugar onde Cristo me enviar.
09) ENCORAJAR outros para o trabalho.
10) COLABORAR com os outros ministérios.
11) PROCURAR o poder do Espírito Santo.
12) ESPERAR com paciência e fé o retorno de Cristo.
13) PERDOAR quem me ofender.
14) CONFESSAR meus pecados e pedir perdão.
15) SUSTENTAR a obra da igreja local com meus dízimos e ofertas.
16) DEMONSTRAR HONESTIDADE em todos os meus negócios, atos e relações.
17) BUSCAR HUMILDADE em todas as horas do meu viver.
18) CRESCER continuamente procurando conhecer mais e melhor a verdade.
19) IMITAR AO SENHOR em todos os meus atos.
20) SERVIR A CRISTO através da igreja.

 

"EM DEUS FAREMOS PROEZAS"

Salmo 60:12a

 

        Será que se nós nos dedicarmos a viver, cada um de per si e todos juntos, como o Senhor exige de nós, haverá maior interesse do mundo nas coisas de Deus e menor interesse da igreja nas coisas do mundo? Vamos realizar o que o Senhor quer e então veremos o que acontecerá.
        Será também sua responsabilidade compartilhar com outros esses ideais, assim como também as tarefas inúmeras que precisaremos cumprir.        

        Somos muitos, mas se um de nós falhar, certamente todos sentirão a falha.
        Não podemos deixar de fazer o que nos é proposto, todos somos responsáveis.

 

 

 

 

 

 

 

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