AREIAS DO SENEGAL - A PORTA SEM RETORNO - ILHA DE GORÉE
Ha apenas 20 minutos de barca, saindo do Porto de Dacar, chega-se à ilha de Gorée, que é vista da costa da capital como um monte no meio do mar. O Porto é relativamente limpo e a água do mar não é poluída como da nossa baia da Guanabara. A velha balsa que faz a ligação entre os portos é simples, mas confortável, faltam bóias de salvamento, e nem vi se ha coletes salva-vidas nas caixas correspondentes.
Tranqüilamente fizemos o trajeto e
fomos visitar a bela ilha, de triste e vergonhoso passado: o tráfico dos
escravos. Esta ilha que tem dimensões reduzidas, 900 metros de comprimento e
400 de largura é atualmente habitada por 1200 pessoas, sendo 800 mulçumanos e
400 católicos, tendo sido visitada pelo papa João Paulo II em 1992.
Apesar de pequena ela é muito bem
situada sobre o Atlântico, facilitando a viagem dos navios negreiros para a
Europa e também para a América. Cerca de 15 milhões de homens, mulheres e
crianças daí foram embarcados para as diversas nações esclavagistas,
inclusive o Brasil.
A ilha serviu de feitoria portuguesa
a partir do ano de 1444, e durante 150 foi dominada pelos lusitanos que faziam
toda sorte de comércio entre os continentes, inclusive o da escravagem.
Devido às péssimas condições de
higiene e salubridade das Casas dos Escravos, que eram construções feitas para
armazenar, pesar, vender e deportar os negros para os paises distantes, muitos
deles morriam ou ficavam tão doentes que não serviam mais como mercadoria de
troca e eram jogados ao mar, na época infestados de tubarões. Estima-se que
morreram mais de 06 milhões de escravos na ilha e nas viagens.
É impressionante de se ver os
cubículos reservados para os homens, mulheres, moças e crianças,
respectivamente. Ali, numa superlotação horrível, ficavam famílias inteiras,
separados uns dos outros, tendo direito de sair uma só vez por dia para suas
necessidades físicas. Quando tinham o peso mínimo de 60 k, eram vendidos
embarcados para longe. Só saiam da Casa dos Escravos pela porta chamada de
"Sem Retorno". Nunca mais veriam a África, a família e os amigos.
Triste página da humanidade tão
desumana.
Infelizmente ainda hoje há tantas
"portas sem retorno" em "tantas casas de escravos" pelo
mundo afora. Casas de drogas com seus traficantes, de prostituição com seus
protetores, de aborto com seus defensores, de feitiçaria com seus malfeitores,
de idolatria com seus exploradores e tantas outras que são sem retorno se não
houver uma entrega a Jesus Cristo, uma volta para Deus um morrer para o mundo e
um NOVO NASCIMENTO no Espírito Santo.
Façamos MISSOES.
Pastor Paulo Roberto Sória