Por outro lado, preocupam-nos a decadência moral, a perda de valores e a crise social e política de nosso continente. Em face da pobreza crescente de nossos povos e das terríveis situações de injustiças, violência e marginalização, ficamos a perguntar-nos também que relação existe entre a adoração a Deus e a preocupação social; entre adorar ao Criador e servir as suas criaturas feitas a sua imagem e semelhança; entre adoração e compromisso integral com o Seu reino de paz e de justiça.
Há grande diversidade nas formas de expressão de nossa fé comum, e da adoração em nossas igrejas, como pudemos verificar em modelos de cultos oferecidos no Congresso. Essa diversidade ocorre por conta da diversidade de dons, talentos, temperamentos, personalidade e culturas. Mas a diversidade de formas não deve comprometer a unidade de nossa fé.
Preocupam-nos, entretanto:
a) a transformação, com muita freqüência, do culto em “show” e exibição de beleza musical ou de talento retórico, como seu objetivo principal.
b) por um lado, a “clericalização” do culto, com suas principais funções sendo exercidas por “ministros”; por outro, a informalidade excessiva, a improvisação, a desarmonia e desarticulação entre as partes do culto;
c) a hipertrofia dos chamados “momentos de louvor” nos cultos, em detrimento da ministração da Palavra que orienta, alimenta, santifica, conduz à fé e à vida de compromisso com Deus.
Pastor Paulo Roberto Sória