BEM AVENTURADOS OS QUE SEGUEM AS ORDENS DO SENHOR E NÃO ABANDONAM SEU CAMINHO
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;” Mat 5.13
Pobre de espírito, espiritualmente pobre, humildes de espírito, ter um coração de pobre são expressões que podemos tomar como sinônimas ou tendo o mesmo sentido.
O que o Senhor Jesus procura ensinar aqui está relacionado com todo o seu discurso. É feito certo paralelismo com os pequeninos do capítulo 18 versos 1 a 6. Ter acesso ao Reino de Deus é condição dada não em virtude da sabedoria dos homens, mas da graça de Deus. Portanto os pobres podem entrar porta a dentro devido aos méritos de Cristo e não o poder dos poderosos.
Os pobres são sempre os últimos em qualquer escala de valor da sociedade humana, mas para Cristo os últimos serão os primeiros (Mc9.35), e os menores serão os maiores (Lc. 9.48).
Jesus se identifica com os pobres, humildes e pequeninos a ponto de afirmar que quem os serve, serve a Ele, e quem não os serve não O serve (Mt. 25.45).
A pobreza de espírito é a disposição de viver segundo normas espirituais colocadas pelo Senhor Deus, e não viver tendo uma atitude de arrogância e de prepotência, se bastando a si mesmo.
Só é feliz quem reconhece que com seus próprios meios não pode se aproximar de Deus.
A promessa feita aos pobres de espírito se repete aos perseguidos: O REINO DOS CÉUS É DE VOCÊS.
“Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós..” Mateus 5. 11 -12
Esses dois últimos versos das “bem-aventuranças” fornecem uma explicação geral sobre as declarações feitas e acrescenta uma comparação entre discípulos e profetas. Jesus quer mostrar que seus discípulos são responsáveis tanto pela vida dentro de padrões do Novo Testamento, como da divulgação da mensagem salvadora, assim como no passado os profetas o fizeram.
Jesus vai comparar seus seguidores, os que são justificados pela graça, aos profetas do passado e dizer ainda que quem recebe um justo como se recebia um profeta terá recompensa (Mt 10.41).
A felicidade consiste, essencialmente, na expectativa da vida futura, pois as promessas são de caráter espiritual, mas quem busca a vontade de Deus passa a usufruir, de imediato, todas as regalias de filho de Deus.
PASTOR PAULO ROBERTO SÓRIA