SE PAULO VOLTASSE A MALTA HOJE
(Atos 28.1-11)
Depois de uma longa e difícil viagem, o prisioneiro, Paulo de Tarso, chega à ilha de Malta de uma maneira inesperada e inusitada. Lançado pela fúria das ondas, como náufrago, em uma praia de uma terra desconhecida e sob uma chuva torrencial.
A providência de Deus faz com que Paulo e seus companheiros de viagem, apesar da tempestade violenta e dos perigos da navegação no inverno no meio do Mediterrâneo, chegassem salvos e seguros a praia. Além disso, os habitantes da ilha recebem os náufragos com muita bondade e dispensando-lhes uma hospitalidade não habitual.
Paulo, e os demais, secaram suas roupas e se aqueceram ao calor da grande fogueira feita pelos ilhéus. O brilho do fogo dá um reconforto aos que quase perderam a vida quando já tinham perdido a esperança, após terem lançado tudo o que o navio tinha nas águas, com o objetivo de aliviarem o peso, afundaram e se debateram até a praia.
A permanência do grupo na ilha se tornou muito longa, (At. 28.11) três meses, mas de grande proveito, pois Paulo mostra o grande poder e o imenso amor de Deus aos homens perdidos, e mostrando aos nativos que Jesus é o único salvador.
Primeiro o grande milagre do salvamento; ninguém se afogou, todos chegaram ilesos à praia. Depois um episódio inédito, Paulo disposto a ajudar, como sempre acontece com os servos do Senhor, ao colocar uns galhos de árvore na fogueira, foi picado por uma víbora venenosa. (At. 28.4)
Quando os nativos viram a cobra na mão de Paulo, instantaneamente julgaram que ele fosse um criminoso assassino, pois a Justiça não o deixou viver mesmo se salvando do naufrágio. Mas Paulo apenas sacudiu o réptil no fogo e continuou normalmente, sem sentir nenhum mal. Essa situação impactou a população que espera vê-lo inchar e cair morto; Como isso não aconteceu, as pessoas passaram a considerá-lo um deus. O politeísmo e a idolatria fazem das pessoas seres volúveis e inconstantes, adorando, idolatrando qualquer coisa ou pessoa que traga deslumbramento.
Outros milagres se seguiram, pois o chefe da ilha, chamado Publius, tendo alojado os náufragos durante três dias e estando seu pai com febre e disenteria, Paulo orou por ele, tendo ficado curado houve uma grande alegria no povo. Os enfermos vinham a Paulo para serem curados. Paulo não permitiu que lhe adorassem e lhes apresentou Jesus, o Senhor. Todos supriram as necessidades do grupo até a partida, três meses depois, em direção à Roma.
Esse arquipélago constituído por 9 ilhas (algumas minúsculas), das quais 4 são habitadas: Malta, Gozo, Comino e Manoel (que é ligada por uma pequena ponte). Situado entre a Sicilia, a 93 kilometros, e a Tunísia, 288 Km, e a 340 kilometros da Líbia.
Hoje a republica de Malta é um pais da Comunidade Européia, sua gente tem várias origens, tendo vindo principalmente da Cicília há cerca de 5.000 anos, mas tem sido refúgio para várias nacionalidades diferentes: Fenícios, Cartagineses, Romanos, Árabes, Franceses e Ingleses. Sua população, de cerca de 390 mil habitantes é predominantemente católica (97%), tendo apenas um por cento apenas de cristãos não católicos.No entanto Malta continua como no passado, Paulo, João e outros santos, são venerados adorados e idolatrados. O absurdo que se vê ainda hoje, no século XXI, é o embuste e a falácia das relíquias dos apóstolos. Na Catedral, lindamente decorada, com paredes de ouro e chão de mármore colorido finamente elaborado, servindo de lápide mortuária para os cavaleiros da Cruz de Malta e outros grandes donatários.
A riqueza da catedral passa também por quadros famosos, principalmente os de Caravaggio (1573-1610), e esculturas maravilhosas, um verdadeiro museu de arte sacra. Mas, infelizmente há também o místico religioso que desencanta e entristece. Numa maravilhosa peça, um relicário de ouro, onde estaria o antebraço de João Batista, alvo da devoção dos que não conhecem a verdadeira liberdade em Jesus Cristo e se tornam presas do misticismo religioso.
Em outra igreja, menor, mais simples, Igreja de São Paulo Naufrago, mas tão cheia de ouro, de esculturas e de quadros, e de outro relicário onde esta o pedaço do dedo de Paulo.
A adoração dessas pretensas “autênticas” relíquias é uma afronta aos ensinos de Paulo, se ele viesse hoje a Malta desejaria ter morrido no naufrágio a ver essa idolatria e atitudes absurdas dos que o adoram. Ele estaria dizendo afastam dos que se tornaram loucos, enganadores dos incautos, que não conseguem ver a verdade, como disse em 2 Timóteo cap. 3.
Precisamos nos manter firmes na Palavra e nos lembrar que o Senhor Jesus virá nos buscar, nem Paulo, nem João, nem Pedro, mas Jesus nosso Senhor e Paulo declara de sua própria mão. “Se alguém não ama ao Senhor seja anátema. Maranata”. (Cor 16.22 )
PASTOR PAULO ROBERTO SORIA (Que toda a IEBAM receba meu abraço saudoso, assim como o de Lúcia também, que Deus os abençoe a todos)