IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS
“E
disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine
ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e
sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra. Criou,
pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os
criou”.
Genesis 2.26-27
Nestas
declarações da Bíblia Sagrada encontramos uma série de características sobre o
ser humano. Fazemos descobertas sobre a pessoa humana e podemos
perceber a diferença enorme entre
homens e animais irracionais.
Cenas do cotidiano, movidas apenas pelo amor, nos fazem perceber como o homem é
a verdadeira imagem de Deus, e como há uma semelhança profunda no âmago do ser
humano com a pessoa Divina. A inteligência do homem, exercida para o bem da
humanidade, para o conforto e a preservação da saúde, são provas dessa
capacitação do homem e de sua semelhança com o Criador.
Solidariedade, altruísmo, compaixão e piedade são
atributos exclusivos do homem, recebidos de Deus e percebidos na vida diária.
Como é bonito vermos a solidariedade das pessoas que agem só por amor.
O
AMOR é a principal dessas
características, nenhum animal ama, só e exclusivamente o HOMEM é capaz de amar.
O verdadeiro amor é esse sentimento desprovido de qualquer ambição ou interesse
pessoal. O Amor é a essência de Deus, portanto o amor é divino e só o ser humano
tem a fagulha do Espírito Santo dado por Deus na Criação. O apóstolo Paulo
descreve o amor da seguinte forma em
1 Coríntios
13 1-13:
“Ainda que eu falasse as línguas dos
homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o
címbalo que retine.
E ainda que tivesse o dom de
profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse
toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada
seria. E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e
ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada
disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor
não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta
inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não
suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba; mas havendo
profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência,
desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando
vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
Fomos criados à
imagem e semelhança de Deus. Somos a única criatura à imagem e semelhança de
Deus. Os animais não o são. Nós o somos nos atributos nobres da natureza humana.
Antes do pecado, antes da desobediência, da queda e da separação ocorrida devido
a expulsão do homem do Paraíso a imagem de Deus em nós era vista completamente.
Mas devido ao pecado perdemos a comunhão divina e o brilho da semelhança com o
Criador se tornou apagado, distante e impedido de agir pelo pecado que reina na
vida de quem ainda não se entregou a Cristo, pois o homem se tornou idólatra,
avarento, e perverso. A maldade nos corações se desenvolveu e a depravação dos
sentimentos se multiplicou levando à violência e ao ódio, fazendo o homem ser
corrupto, desonesto e criminoso. O homem perdeu seu lugar no Paraíso, perdeu o
privilégio de estar na presença do Pai Amado.
Voltamos a essa característica
divina, quando, regenerados por Cristo, nos tornamos filhos de Deus por adoção e
o Espírito Santo nos convencendo do pecado da justiça e do juízo, nós passamos a
viver sob o SENHORIO DE CRISTO.
Pastor Paulo
Roberto Sória