UMA VIAGEM MARÍTIMA FASCINANTE, PERIGOSA E UM NAUFRÁGIO DEVIDO À DESOBEDIÊNCIA AO SERVO DO SENHOR
Como tinha sido determinado, Paulo embarca para a Itália juntamente com vários outros presos, sob o comando de um centurião por nome Júlio, da chamada Coorte Augusta, ou Imperial. Lucas, autor do Evangelho quer leva seu nome e do livro de Atos dos Apóstolos, o acompanha.
O navio adramitino ia costear a Ásia, passando por Sidônia, onde o bondoso centurião permitiu que Paulo, juntamente com Lucas e Aristarco, fossem visitar os amigos. Chegando, depois de muito esforço por causa dos ventos forte, a Mirra o centurião procurou outro navio, e encontrou um de Alexandria que rumava para a Itália.
Depois de muitos outros dias de difícil viagem, chegaram diante de Cnido, mas não puderam aportar, indo até perto de Laséia, em Bons Portos.
Paulo advertiu tanto o centurião como o comandante do navio, sobre o perigo de se continuar a viagem, dizendo que haveria perda de carga e de vidas, mas não deram ouvidos a ele. O centurião confiava mais no piloto e no mestre do navio que em Paulo. (v.11 Mas o centurião dava mais crédito ao piloto e ao dono do navio do que às coisas que Paulo dizia.)
Os marujos também preferiram partir pois o porto onde estavam não era cômodo para passar o inverno.
Quando os homens, por mais experientes e capazes que sejam, não dão ouvidos aos servos de Deus, sempre correm grande riscos e passam por maus lençóis.
Um tufão atinge o navio alexandrino. Os marinheiros lançam ao mar tudo o que não é necessário para ao segurança do navio. Tinham medo de tocar bancos de areia perto da costa africana. Estavam ao léu. Estavam sem direção, como todos os que andam sem prestarem atenção à vontade do Senhor. Os que não ouvem a voz dos servos de Deus se perdem nas tormentas da vida.
A tempestade continua intensa, não há sol de dia, nem estrelas de noite. Só o forte vento a açoitar o navio. A esperança se lhes foge. Sem obedecer a voz do Senhor sofreram as aflições da conseqüente desobediência. Paulo lhes faz lembrar que foram advertidos.
A desobediência dos líderes à voz de Paulo, estava fazendo com que 266 pessoas sofressem e mesmo tivessem perigo de morte. Mas Paulo, novamente adverte a todos e lhes faz um apelo para que se alimentem. O Apóstolo torna-se o verdadeiro comandante do navio. O servo de Deus, inspirado e ungido pelo Senhor tem o verdadeiro comando.
Paulo mostra que os marujos queriam fugir do barco, e se a tripulação abandonasse o navio, haveria perigo para todos os passageiros. Os soldados perderam o senso do dever e queriam matar os prisioneiros, tornando-se assim, juízes, promotores e executores da lei, mas foram impedidos pelo centurião que deseja proteger a Paulo.
Quando as pessoas não aceitam a liderança espiritual dos servos de Deus, passam a sofrer e a fazerem outros sofrerem também. “v.21 Havendo eles estado muito tempo sem comer, Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Senhores, devíeis ter-me ouvido e não ter partido de Creta, para evitar esta avaria e perda.”
O navio naufragou. Os planos dos homens naufragam nos mares tempestuosos da vida sem Deus. Mas o Senhor deu proteção aos seus.
Sejamos obedientes e atentos à palavra dos servos de Deus; pois a desobediência, a desatenção e o desinteresse implicam em grande prejuízo e perdas irreparáveis.
PASTOR PAULO ROBERTO SÓRIA