A FIDELIDADE CRISTÃ E A ADMINISTRAÇÃO DO DÍZIMO
“Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22.21)
“Daí a César”: Jesus determina que seus discípulos sejam contribuintes honestos, sem sonegar os impostos devidos ao governo. De modo geral, quando compramos qualquer produto ou serviço já pagamos, embutido no preço, os impostos devidos a não ser que compremos mercadorias contrabandeadas ou roubadas, sem nota fiscal e sem procedência conhecida.
Dar a César o lhe pertence é fácil. Os salários já vêem descontados os impostos, não há o que fazer.
“Daí a Deus”:- O Dízimo é uma exigência divina, mas que não vem descontado de nossos salários nem é cobrado em cada bênção que recebemos, mas é dever de todo aquele que ama ao Senhor e quer lhe ser fiel.
O1. O DÍZIMO É PARA O SUSTENTO DO MINISTÉRIO
A finalidade dos dízimos é o sustento do ministério da obra da igreja de Cristo. Os dízimos devem ser sempre usados com esta finalidade. Seu uso não deve ser para construção de templos, compra de propriedades e outros fins, mas tão somente no que diz respeito ao sustento do ministério específico. É bom lembrar que não somos nós que sustentamos a obra, pois o dízimo pertence ao Senhor, portanto é Ele que a sustenta. Somos apenas o veículo que Ele usa para que sua obra avance, para que seus Ministros sejam sustentados condignamente.
O2. O DÍZIMO É PARA O ESTABELECIMENTO DO REINO DE DEUS
Através dos dízimos o Reino de Deus vai sendo estabelecido em todo o mundo. Iniciando no local onde a igreja está situada, vai ela atingindo seus limites geográficos e mesmo ultrapassando-os chegando aos confins da Terra. A vocação do dízimo não é o enriquecimento da igreja, nem a busca de um poder temporal, mas o exercício da pregação do Evangelho, por todos os meios, alcançando o homem perdido.
03. O DÍZIMO DEVE SER ADMINISTRADO PELA IGREJA LOCAL (Atos 4.34-37)
O dízimo é do Senhor e deve ser administrado pela igreja do Senhor. Há crentes que desejam administrar seus próprios dízimos, como se lhes pertencesse. No entanto, os dizem
pertencem ao Senhor. O uso, mesmo para fins louváveis, do dízimo é apropriação indébita, isto é, quem administra o seu próprio dízimo o faz a revelia da Palavra de Deus e isto é pecado. O membro do corpo de Cristo, que é a Igreja, que usa o dízimo para fazer caridade, ajudar alguém, contribuir para uma obra qualquer, comete pecado. Quem é autorizado a administrar o dízimo é a igreja de Cristo. É a Igreja que se responsabiliza pela utilização dos recursos para a evangelização, missões, ação social e sustento dos que trabalham na obra.
Sejamos fiéis na entrega e no emprego de nossos dízimos. Lembremos-nos que o dízimo é o mínimo e não o máximo, além do dízimo somos responsáveis pelas ofertas alçadas.
Pastor Paulo Roberto Sória
Pastoral de 16.outubro.2005