EDUCAR - UM LABOR DE ESPERANÇA
O professor elabora a sua aula como o agricultor faz com a terra que será semeada. Com carinho e firmeza, com segurança e esperança. O lavrador lavra, revolve, areja, aduba a terra que se torna fértil.
A esperança do lavrador é a colheita abundante de frutos sadios e ricos. O camponês sabe que o campo produzirá e espera que cada semente produza cem outros frutos.
A esperança do labor intenso de sol a sol, a dedicação ao mister da lavoura, é devida à certeza de recolher aos celeiros os frutos sazonados.
Educar é um labor de esperança. É um labor semelhante ao do pintor, que pincelada após pincelada, vê seu trabalho tornar-se uma obra-prima, ou semelhante à tarefa do escultor que, dando golpes de cinzel, vai criando a forma desejada, tirando o supérfluo e deixando a beleza da escultura aparecer.
A esperança de gerações preparadas, de pessoas esclarecidas, capazes de tirar conclusões por seus próprios esforços e fazer reflexões autênticas e não apenas serem depositadas de fórmulas e definições abstratas.
A esperança de ver pessoas capazes de pensar, de escolher e decidir. Pessoas lúcidas, firmes e seguras que não se deixam levar pelas informações tendenciosas de nossos noticiários, tampouco são influenciadas pelo modelo de estilo de vida dos filmes e novelas, verdadeiro lixo cultural despejado nos lares pela televisão.
Pessoas livres da opressão do capitalismo explorador. Pessoas respeitadas em sua individualidade. Livres para ir e vir, para pensar e exprimir seus pensamentos.
Educar é levar o educando a saber decidir-se, a realizar-se, a amadurecer suas decisões para processar sua vida como uma vida que valha a pena viver.
Educar é mostrar o caminho, é indicar como caminhar na senda da vida, é compartilhar certezas e não dúvidas, é transmitir confianças e não desilusões, amargores, desconfianças e frustrações.
Educar é dar-se ao educando.
Educar é um exercício de fé.
Educar é um labor de esperança.
Educar é um compromisso de amor.
Pastor Paulo Roberto Sória